Bile

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Ilustração da estrutura anatômica do fígado, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas
Ilustração da estrutura anatômica do fígado, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas

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por Helivania

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A bile é uma solução verde-amarelada que, entre diversas outras substâncias, apresenta em sua constituição sais que emulsificam os lipídios, ou seja, reduzem fisicamente a gordura a pequenas gotas, facilitando a ação de enzimas que farão a sua digestão, as chamadas lipases. A bile é produzida no fígado, mas sua atuação ocorre no intestino delgado (duodeno).

♦ Produção da bile

A produção da bile ocorre por meio da incorporação de pigmentos resultantes do processo de destruição de eritrócitos pelo fígado. É produzida continuamente, cerca de 250 ml a 1 L por dia, e parte é lançada pelo ducto colédoco no duodeno e parte é armazenada na vesícula biliar. Durante a digestão, é lançada no duodeno, onde ocorre a ação das lipases. Ao final do processo de digestão, restam moléculas como ácidos graxos, glicerol e aminoácidos que são absorvidos pelas células intestinais. Os pigmentos biliares são eliminados do organismo por meio das fezes.

♦ Icterícia

A bilirrubina, pigmento presente na bile, pode ser levada para a corrente sanguínea e acumular-se na pele, mucosas e urina. Isso pode ocorrer por diversos fatores, como distúrbios hepáticos ou sanguíneos, obstruções das vias biliares (pedras) e até uma condição fisiológica bastante comum em recém-nascidos. Quando isso ocorre, temos o que chamamos de icterícia.

A icterícia é caraterizada pela cor amarelada da pele e mucosas e pela cor dourada da urina. É clinicamente detectada por meio de exame de sangue, quando sua concentração excede os valores de 2-3 mg/100 mL.

Cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros tardios apresentam icterícia nas primeiras semanas de vida. Ela pode ter causa fisiológica, como um processo de adaptação do organismo ao metabolismo desse pigmento, ou causas patológicas. É importante a avaliação correta dos casos de icterícia, pois, em concentrações elevadas, a bilirrubina pode causar lesões no cérebro, levando desde a letargias até sequelas neurológicas permanentes, bem como ao óbito, em casos mais graves. A patologia pode ser reversível desde que haja uma intervenção imediata.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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