Glucagon

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As ilhotas pancreáticas correspondem à porção glandular do pâncreas, onde o glucagon é produzido
As ilhotas pancreáticas correspondem à porção glandular do pâncreas, onde o glucagon é produzido

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por Helivania

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O glucagon é um hormônio hiperglicemiante responsável pelo aumento do nível da glicose na corrente sanguínea quando ela se encontra abaixo do que é considerado normal – uma concentração entre 70 e 110 mg/100ml.

É produzido pelo pâncreas, uma glândula mista produtora do suco pancreático, em sua porção exócrina, e do glucagon e da insulina, em sua porção endócrina. A produção do glucagon ocorre especificamente nas ilhotas pancreáticas (antigas ilhotas de Langerhans), que se apresentam como um aglomerado de células arredondadas que ocupa cerca de 1,5% do volume do pâncreas.

A ação da insulina e do glucagon ocorre com o intuito de manter a homeostase da glicose na corrente sanguínea, no entanto, eles possuem ação antagônica. A insulina atua estimulando a utilização da glicose e o seu armazenamento no fígado e músculos (síntese do glicogênio). Já o glucagon estimula a glicogenólise, a transformação do glicogênio em glicose e sua liberação na corrente sanguínea.

O glucagon atua principalmente no fígado, pois a ação da insulina após as refeições promove a síntese de glicogênio a partir da glicose que entra no fígado. Assim, entre as refeições, quando a concentração da glicose decai na corrente sanguínea, o glucagon estimula o fígado a decompor o glicogênio, sintetizado anteriormente, e a converter outras substâncias em glicose para a sua liberação na corrente sanguínea.

Alguns distúrbios podem alterar a homeostase da glicose no organismo, podendo ser extremamente prejudiciais. Os exemplos mais conhecidos de distúrbios estão relacionados com a diminuição de resposta do organismo à ação de insulina, a chamada diabetes mellitus. No caso do glucagon, ele pode estar ligado a casos de hiperglicemia, que é o aumento do nível de glicose na corrente sanguínea. A produção e liberação exacerbada desse hormônio no organismo associadas a uma deficiência na ação e produção de insulina afetam a síntese de glicogênio, podendo causar desde desidratação até choque circulatório.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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