Peroxissomo

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O peroxissomo é uma organela esférica das células eucarióticas
O peroxissomo é uma organela esférica das células eucarióticas

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Por Vanessa Sardinha

As células eucarióticas apresentam membrana nuclear e uma grande quantidade de organelas citoplasmáticas. Entre elas, destaca-se o peroxissomo, uma organela esférica descoberta no início da década de 60.

Características gerais do peroxissomo

O peroxissomo possui aproximadamente 0,5 μm e é delimitado por uma membrana que apresenta uma grande quantidade de enzimas oxidativas em seu interior. Essas enzimas diferenciam-se de uma célula para outra, entretanto, nos seres humanos, as mais comuns são a urato oxidase, D-aminoácido oxidase e catalase.

Os peroxissomos receberam esse nome em virtude da presença de enzimas oxidativas e de sua capacidade de produzir água oxigenada (peróxido de hidrogênio). No interior dessas organelas, ocorre a oxidação de substratos orgânicos e a formação de peróxido de hidrogênio, que posteriormente é quebrado com a ajuda da catalase (2H2O2 catalase → 2H2O +O2) .

Origem dos peroxissomos

Pesquisas indicam que os peroxissomos surgiram nas células eucarióticas por meio de processos semelhantes àqueles observados nas mitocôndrias e cloroplastos, ou seja, um processo endossimbiótico. Provavelmente os peroxissomos, ao se internalizarem nas células, permitiram a sobrevivência dos eucariontes primitivos em um ambiente com oxigênio, uma vez que são capazes de neutralizar os efeitos do O2.

Vale destacar, no entanto, que, diferentemente da mitocôndria e dos cloroplastos, o peroxissomo não apresenta dupla membrana nem DNA próprio, o que sugere que provavelmente o DNA dessa organela tenha sido transferido para o núcleo. Além disso, as reações que ocorrem no interior do peroxissomo não causam produção de moléculas energéticas, como observado nessas outras organelas.

Funções dos peroxissomos

Os peroxissomos apresentam diversas funções para o organismo. As reações oxidativas, por exemplo, podem ajudar na desintoxicação de moléculas na corrente sanguínea e realizar a quebra de moléculas de ácidos graxo. Os peroxissomos ainda catalizam as reações na formação de plasmalogênios, um tipo de fosfolipídeo presente na mielina dos neurônios.

Vale frisar que os peroxissomos não estão presentes apenas nos animais, exercendo importantes funções também nas plantas. Nos vegetais, há peroxissomos que participam do processo de fotorrespiração e que convertem ácidos graxos em açúcares nas sementes para que a nova planta seja capaz de se desenvolver.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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