Vitamina D

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O atum e o óleo de peixe apresentam grande quantidade de vitamina D
O atum e o óleo de peixe apresentam grande quantidade de vitamina D

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por Vanessa

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As vitaminas são substâncias orgânicas que o corpo é, normalmente, incapaz de produzir, mas necessita em pequenas porções. Diante dessa necessidade, devemos ingerir alimentos que forneçam essas substâncias em quantidades adequadas para o funcionamento correto do organismo.

As vitaminas são divididas em dois grandes grupos: as lipossolúveis e as hidrossolúveis. Esse último grupo não pode ser armazenado pelo organismo, o contrário do que acontece com as lipossolúveis. A vitamina D, que é considerada por muitos autores como um pré-hormônio, é um exemplo de vitamina lipossolúvel e pode ser encontrada na forma de vitamina D2, ou ergocalciferol, e vitamina D3, ou colecalciferol.

A vitamina D pode ser adquirida por meio de alguns alimentos de origem animal, como peixes, ovos, fígado e derivados do leite, e no cogumelo shiitake. Ela também pode ser sintetizada na epiderme pela ação dos raios ultravioleta, que atuam sobre o 7-dehidrocolesterol. É importante destacar que a produção de vitamina D a partir da pele tende a diminuir com a idade. Sendo assim, idosos apresentam risco aumentado de apresentar deficiência dessa vitamina.

A vitamina D apresenta como função principal regular a concentração de cálcio e fósforo no organismo, além de atuar na formação e reabsorção óssea. Ela está relacionada também com a síntese de antibióticos naturais, o funcionamento do sistema imunológico, o controle da pressão arterial e a diferenciação celular.

Essa vitamina é absorvida no intestino delgado pelo processo de difusão passiva. Em seguida, ela é incorporada por lipídios e entra na circulação sanguínea e no sistema linfático. Ao atingir a circulação, é incorporada por uma proteína e é então levada aos tecidos-alvo. Ao atingir rins e fígado, é ativada e parte dela é armazenada para uso futuro.

Quando os níveis de vitamina D decaem consideravelmente, pode ocorrer, em crianças, o raquitismo e, em adultos, a osteopenia e a osteoporose. Além dessas doenças que afetam o tecido ósseo, estudos sugerem que a deficiência dessa substância também está relacionada com problemas respiratórios e cardiovasculares, diabetes tipo I, esclerose múltipla, lúpus, artrite reumatoide e cânceres. Vale destacar que o excesso de vitamina D também pode gerar problemas à saúde em decorrência do excesso de cálcio e fósforo no organismo, que pode levar à calcificação de tecidos moles, como os rins e coração.

Assim sendo, é fundamental que os níveis de vitamina D no nosso corpo estejam nos parâmetros adequados. Para isso, basta controlar a alimentação, acrescentando na dieta alimentos ricos nessa vitamina, tais como salmão, sardinha, atum, óleo de fígado e gema de ovo. Além disso, é fundamental se expor ao sol, sempre obedecendo aos horários recomendados pelos médicos, ou seja, antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas. Estudos comprovam que a exposição ao sol de 5 a 30 minutos, duas vezes por semana, já é suficiente para garantir que a vitamina D não falte no organismo.

É importante frisar que a alimentação é responsável apenas por 20% do total de vitamina D que necessitamos, sendo o restante adquirido por meio da exposição solar. Portanto, um banho de sol é fundamental para a saúde do corpo.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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