Adaptações dos caules

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A gavinha é uma adaptação do caule que o permite fixar-se em diversos suportes
A gavinha é uma adaptação do caule que o permite fixar-se em diversos suportes

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por Helivania

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Por Helivania Sardinha dos Santos

O caule é o órgão responsável pela sustentação de folhas, flores e frutos e pela condução de seivas. Ele apresenta algumas adaptações, ou modificações, que garantem a sobrevivência dos vegetais nos mais diferentes ambientes.

Adaptações dos caules:

  • Espinhos: São modificações do caule que crescem nas axilas das folhas. Essas estruturas rígidas, pontiagudas e não fotossintetizantes exercem a função de proteção contra a herbivoria. Em alguns casos especiais de interação inseto-planta, servem de abrigo para outras espécies que auxiliarão na defesa da planta, como ocorre em acácias.

  • Gavinhas: Estruturas alongadas que se enrolam em um suporte auxiliando na sustentação dos caules. Podem apresentar discos adesivos em suas extremidades, o que aumenta a sua eficiência. Essas estruturas são encontradas apenas em algumas angiospermas, como no maracujazeiro e na parreira.

  • Cladódios: são modificações que assumem uma forma semelhante às folhas e possuem como funções o armazenamento de água e a realização de fotossíntese. A presença de gemas nas axilas pode ser uma característica utilizada para fazer a diferenciação entre folhas verdadeiras e cladódios, pois as gemas estão presentes nas folhas, e não nos cladódios. Alguns exemplos são os ramos dos cactos e dos aspargos.

Uma das funções dos cladódios é o armazenamento de água, ocorrendo com frequência em plantas de regiões áridas
Uma das funções dos cladódios é o armazenamento de água, ocorrendo com frequência em plantas de regiões áridas

Curiosidade: Outra estrutura muito conhecida são os acúleos, mas estes não são modificações de caules nem de folhas. Essas estruturas, muitas vezes confundidas com espinhos, são projeções do córtex e da epiderme da planta. Um exemplo bastante conhecido de acúleos são as estruturas comumente conhecidas como “espinhos” das roseiras.


Por Ma. Vanessa Sardinha dos Santos

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