Pteridófitas

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A avenca é um exemplo de pteridófita
A avenca é um exemplo de pteridófita

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Por Vanessa Sardinha

As pteridófitas são um grupo de plantas que apresentam vasos condutores e não possuem sementes. Nesses vegetais, portanto, já é possível observar a presença de xilema e floema, duas estruturas responsáveis pelo transporte de substâncias no interior da planta. Graças a essa característica, as pteridófitas possuem um porte superior ao das briófitas.

As pteridófitas possuem tecidos especializados, apresentando sistema dérmico, vascular e o fundamental. Diferentemente das briófitas, as pteridófitas apresentam estruturas como raízes, caules e folhas.

As raízes são responsáveis pela absorção de água e sais minerais, além de promoverem a fixação da planta ao substrato. O caule é o órgão vegetal responsável pela sustentação das folhas e, nesse grupo de plantas, pode crescer no sentido oposto ao da raiz ou então paralelo à superfície do solo. As folhas, por sua vez, estão relacionadas principalmente com a fotossíntese.

Podemos classificar esse grupo de plantas em quatro filos com representantes vivos atualmente: Lycophyta, Psilotophyta, Sphenophyta e Pterophyta. Esse último grupo é o mais conhecido e usado para representar as pteridófitas. Nele estão incluídas as samambaias e avencas.

A reprodução nas pteridófitas pode ser tanto assexuada como sexuada. No primeiro caso, ela acontece normalmente por brotamento. Na reprodução sexuada, por sua vez, é possível observar alternância de gerações, com um esporófito diploide (2n) dominante e um gametófito haploide (n). Assim como as briófitas, as pteridófitas necessitam da água para que ocorra a reprodução.

Todas as plantas vasculares são oogâmicas, isto é, todas possuem oosferas imóveis e anterozoides que devem ser levados até ela. Existem espécies de pteridófitas que são homosporadas e aquelas que são heterosporadas. A grande maioria das espécies é homosporada, ou seja, produz apenas um tipo de esporo que pode originar um gametófito bissexuado. Já as heterosporadas produzem micrósporos e megásporos que são responsáveis por dar origem, respectivamente, aos gametófitos masculinos e femininos.

A seguir explicaremos resumidamente o ciclo de vida de uma samambaia, um dos principais representantes das pteridófitas.

Observe o soro na face inferior de uma folha de samambaia
Observe o soro na face inferior de uma folha de samambaia

Na superfície abaxial (inferior) das folhas de samambaias, é possível observar pequenos pontos marrons (ver figura acima). Essas estruturas são chamadas de soros, local onde são produzidos os esporos (n). Esses esporos, quando maduros, são liberados e caem no solo.

No solo, se encontrar condições adequadas, o esporo germina e dá origem ao gametófito conhecido como prótalo (n). Este possui formato de coração e é monoico nas espécies homosporadas, sendo responsável, portanto, pela produção dos gametas femininos e masculinos.

Observe que o esporófito está ligado ao prótalo no início de seu desenvolvimento
Observe que o esporófito está ligado ao prótalo no início de seu desenvolvimento

Os anterozoides, quando liberados em água, nadam com a ajuda de seus flagelos até a entrada do arquegônio, local onde se encontra a oosfera. Há, então, a fecundação e o surgimento do zigoto, que sofrerá divisões e dará origem ao embrião.

Inicialmente o embrião será dependente do gametófito, porém rapidamente crescerão suas raízes, caules e folhas. Quando o esporófito (2n) jovem for capaz de nutrir-se sozinho, o gametófito degenerar-se-á. Esse esporófito crescerá e o ciclo terá início novamente.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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