Recifes de corais

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Os recifes de corais são os ecossistemas com maior biodiversidade
Os recifes de corais são os ecossistemas com maior biodiversidade

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por Helivania

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Os recifes de corais são estruturas formadas em grande parte por carbonato de cálcio do exoesqueleto secretado por animais do filo Cnidaria, classe dos Antozoários. Esses animais, denominados de corais, encontram-se na forma de pólipo e podem formar colônias.

Os corais mais conhecidos, formadores de recifes, são denominados de hermatípicos. Encontram-se em águas rasas, na zona eufótica, ou seja, com grande incidência de luz, e em ambientes tropicais, embora o desenvolvimento maior seja na região indo-pacífica. Necessitam de elevado nível de oxigênio e são sensíveis a temperaturas abaixo de 18 ºC e acima de 30 ºC. Também não toleram águas ricas em sedimento e com grandes variações de salinidade.

Classificação dos recifes de corais

  • Recife de franja: não forma uma laguna entre ele e a praia;

  • Recife de barreira: fica a quilômetros de distância da praia e é separado por uma laguna;

  • Atol: é também chamado de recife circular, pois circunda uma laguna e não inclui uma ilha.

 A Grande Barreira de Coral na Austrália é um exemplo de atol. Possui cerca de 2 mil quilômetros de comprimento
A Grande Barreira de Coral na Austrália é um exemplo de atol. Possui cerca de 2 mil quilômetros de comprimento

Formação dos recifes de corais

São várias as teorias para a origem dos recifes de corais, no entanto, acredita-se que o crescimento de um recife típico começa como uma franja de recife em uma praia com declive. À medida que a terra submerge-se, seja por erosão, seja por aumento do nível do mar, forma-se uma barreira de recife, que, mais tarde, quando a terra for completamente submergida, formará um atol.

Importância ecológica e econômica

Os recifes são os ecossistemas com a maior biodiversidade no mundo. Apresentam um grande número de espécies de cnidários, peixes e invertebrados e servem muitas vezes de berçário para muitas espécies. Algumas algas vivem no interior dos corais em uma relação mutualística, fornecendo-lhes moléculas orgânicas.

É importante destacar também a importância econômica dos recifes, pois alguns estudos mostram que eles apresentam produtos minerais, além de matérias-primas para a fabricação de medicamentos. Deve-se destacar também a utilização para fins turísticos, pois nesses locais são realizadas atividades de mergulho, o que contribui para o desenvolvimento econômico e social das regiões costeiras, desde que realizadas de forma adequada para minimizar os prejuízos ao ambiente.

Ação antrópica

Os recifes de corais, assim como todo o ambiente costeiro, tem sido bastante afetado pela ação humana. A ocupação da região costeira sem planejamento, o turismo não sustentável, a degradação de mangues, a pesca excessiva e a coleta de esqueletos de corais vêm causando a degradação dessas áreas e uma diminuição da biodiversidade.

O aumento da acidificação da água do mar pelo aumento do CO2 atmosférico, a elevação da temperatura da água por causa do aquecimento global e a poluição são fatores que contribuem para a morte de corais em grande escala.

Patógenos

Recentemente tem se observado a grande influência de patógenos (vírus, bactérias e fungos) sobre as comunidades de recifes de corais, causando alterações em suas composições e estruturas. No Caribe, a doença da banda branca, por exemplo, pode ter sido responsável pela perda de um grande número de espécies de corais da região. Ela é causada por uma bactéria e caracteriza-se pelo surgimento de manchas brancas no coral.

Estudos mostram que muitos desses patógenos têm sua ação intensificada por causa das alterações no ambiente, como o aumento da temperatura da água e a poluição.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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