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Apesar do que muitos pensam, a acne não está relacionada com sujeira
Apesar do que muitos pensam, a acne não está relacionada com sujeira

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por Vanessa

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Por Vanessa Sardinha

A acne comum, também chamada de acne vulgar, é uma patologia caracterizada pela inflamação da região do folículo piloso e da glândula sebácea, que acomete geralmente a região da face e do tronco. É comum em jovens e adolescentes, geralmente em resposta a variações hormonais e características genéticas. A acne pode acometer tanto homens quanto mulheres, entretanto, casos mais graves são descritos com maior frequência em homens.

Alterações hormonais advindas da gravidez, do ciclo menstrual e de algumas doenças podem levar ao surgimento da acne. Além disso, medicamentos, cosméticos, má alimentação e estresse podem facilitar o aparecimento da infecção.

A acne ocorre em virtude da obstrução da unidade pilossebácea (folículo piloso e glândula sebácea), o que ocasiona o acúmulo de secreções, restos de células e, frequentemente, o aparecimento do ácaro Demodex folliculorum. A acne caracteriza-se pela interação entre quatro fatores:

- Formação do comedão;

- Produção do sebo;

- Aumento da proliferação da bactéria Propionibacterium acnes;

- Inflamação.

A formação do comedão (bloqueio do ducto pilossebáceo por um excesso de queratina) e a produção de sebo estão intimamente relacionadas com o aumento dos hormônios na adolescência. Com o aumento da produção do sebo, a proliferação de P. acnes e o início do processo inflamatório são favorecidos.

O diagnóstico da acne é bastante simples, baseando-se principalmente na presença do comedão, também chamado de cravo, que pode ser encontrado fechado ou aberto. Quando ele está fechado, apresenta um aspecto esbranquiçado. Quando está aberto, apresenta-se escuro em virtude da oxidação da gordura pelo contato com o ar. Em casos mais graves, além do comedão, percebe-se a presença de cistos e abscessos.

A acne pode ser classificada em inflamatória e não inflamatória, além de poder variar, de acordo com sua gravidade, do grau I ao V. O grau I possui características não inflamatórias e apresenta apenas comedão. Os graus de II a V são característicos de acne inflamatória e exibem diferentes lesões de acordo com o grau indicado. A forma mais grave é o V, que geralmente é acompanhado de febre.

O tratamento varia de acordo com cada caso, sendo, portanto, um tratamento individualizado. Em casos brandos e moderados, é feito o tratamento tópico com uso de antibióticos combinados com outros produtos, tais como o ácido salicílico. O tratamento sistêmico é aconselhado para acne inflamatória e, em casos de acnes graves, pode ser necessário o tratamento cirúrgico.

Em grande parte dos casos, medidas higiênicas e tratamento estético podem ser necessários. O tratamento estético tem como principal função reduzir as cicatrizes deixadas pela infecção. Entre esses tratamentos, podemos citar a limpeza de pele, peelings, microdermoabrasão e fototerapia.

O paciente pode seguir algumas dicas para melhorar o quadro de acne. Veja alguns cuidados que podem ser tomados:

- Lavar a pele com sabonetes adequados;

- Não lavar a pele constantemente, pois pode causar o agravamento da acne em virtude de possíveis traumas no local e irritações;

- Usar produtos para a pele com base alcoólica ou em gel;

- Alimentação saudável. Apesar de não haver uma comprovação real de que uma má alimentação pode provocar a acne, alguns estudos sugerem que possa haver essa interação.

Vale destacar que os resultados só são observados após um mês de tratamento, sendo essencial, portanto, que o paciente não espere uma resposta imediata diante da terapia escolhida. Um ponto importante diz respeito à extração da acne utilizando-se os dedos, esse método pode causar cicatrizes indesejadas e, por isso, não deve ser realizado.

Lembre-se de que, por gerar certo constrangimento ao paciente, a acne pode trazer problemas de relacionamento e emocionais. Seu tratamento, portanto, pode ser fundamental para a autoestima de uma pessoa.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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