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O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue em nosso país
O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue em nosso país

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por Vanessa

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A dengue é uma velha conhecida de todos os brasileiros. Durante a época chuvosa, há um aumento assustador dos casos da doença em todo o território nacional. Até novembro de 2014 já haviam sido registrados 572.308 casos prováveis de dengue no ano, e a região Sudeste destacou-se por apresentar o maior número de casos.

A dengue é uma doença causada por quatro diferentes sorotipos (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4) de um vírus do gênero Flavivírus e é transmitida, principalmente, pela picada do mosquito do gênero Aedes. Nas Américas, o principal transmissor é o Aedes aegypti, enquanto na Ásia destaca-se o A. albopictus. Os sintomas da doença, geralmente, surgem entre 3 a 15 dias depois que o indivíduo foi picado e os sintomas duram em média uma semana.

A dengue pode ser classificada tradicionalmente em dois tipos principais: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica é relativamente mais comum que a hemorrágica e seu quadro é menos grave. Isso não significa, no entanto, que esse tipo da doença deva ser tratado com menos atenção, uma vez que a dengue, em qualquer uma de suas formas, pode levar à morte.

Dentre os sintomas da dengue clássica, podemos citar febre alta de surgimento repentino (39º a 40°), dores de cabeça, atrás dos olhos e no corpo, manchas e coceira na pele, náuseas, vômitos e tontura. Na dengue hemorrágica, por sua vez, há dores abdominais intensas e contínuas, vômitos que não cessam, sangramentos na boca, nariz e gengiva, sede, dificuldade respiratória, sonolência e agitação. Esses sintomas tornam-se mais graves rapidamente, provocando até mesmo choque e a morte do paciente.

O diagnóstico normalmente é feito pela análise dos sintomas do paciente, principalmente em casos de surto da doença. Alguns exames, no entanto, podem auxiliar no diagnóstico da dengue, como é o caso da prova do laço e do hemograma. A prova do laço consiste na contagem, em uma área determinada, de pontos vermelhos na pele. O hemograma, por sua vez, apesar de não ser um teste específico, pode levar à constatação de trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas), um indicativo de dengue.

A confirmação da dengue é realizada através de alguns testes laboratoriais, tais como método de isolamento e testes sorológicos. Todos os exames citados devem ser feitos após alguns dias do início dos sintomas e sua finalidade principal é descobrir qual vírus está provocando a enfermidade.

Feito o diagnóstico, o tratamento, que não é específico, deverá ser iniciado. Ele é realizado apenas para controlar os sintomas e impedir que formas mais graves instalem-se. É recomendado o uso de antitérmicos para controlar a febre e analgésicos para controlar a dor. É fundamental que não sejam usados salicilatos e anti-inflamatórios não hormonais, uma vez que podem desencadear hemorragias e acidose. Além da medicação, duas recomendações são primordiais: repouso e hidratação.

Por não existir um tratamento específico e, consequentemente, eficaz, é fundamental que a doença seja prevenida. Para isso, é necessário controlar a quantidade de vetores da doença na natureza, destruindo, principalmente, seus criadouros.Caso perceba a presença de mosquito em locais que frequenta, uma medida que pode diminuir as chances de contrair a doença é utilizar roupas que exponham pouco a pele e repelentes. 

Atenção: O Aedes aegypti também transmite a febre amarela urbana, zika e a febre chikungunya.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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