Enterobiose

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Observe o ciclo de vida do Enterobius vermicularis
Observe o ciclo de vida do Enterobius vermicularis

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por Vanessa

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Por Vanessa Sardinha

As doenças causadas por platelmintos e nematódeos são frequentemente chamadas de verminoses. Essas doenças são comuns em locais com pouco saneamento básico e hábitos de higiene precários. Normalmente, as crianças são mais acometidas, pois cuidam pouco da sua higiene.

A Enterobiose, também chamada de oxiurose, é um exemplo de verminose causada por um nematódeo chamado Enterobius vermicularis. Esse parasito é relativamente pequeno, sendo a fêmea maior que o macho, com 1 e 0,5 centímetro respectivamente. Ele se caracteriza por possuir cor branca e cutícula brilhante e estriada.

O E. Vermiculares vive no intestino grosso e na porção final do intestino delgado do homem, onde se alimenta de bactérias e algumas substâncias presentes no local. É no intestino também que ocorre a reprodução do parasito, com a fecundação da fêmea pelo macho.

Após a fecundação, o macho é eliminado junto com as fezes e a fêmea segue em direção ao ânus e região perianal para a eliminação de seus ovos. Quando a quantidade de vermes presente no organismo é grande, percebe-se muita irritação e coceira na região anal, principalmente durante a noite, que é o momento durante o qual as fêmeas costumam depositar seus ovos. A coceira é tão intensa que provoca lesões na região, que podem desencadear infecções secundárias.

Os ovos de E. Vermiculares são bastante característicos, possuindo formato de D e casca bastante pegajosa. São esses ovos os responsáveis pela transmissão dessa verminose, uma vez que sem saneamento básico eles podem contaminar alimentos que podem ser ingeridos por pessoas sadias. Eles também são responsáveis pela recontaminação, uma vez que ao coçar o ânus, ovos podem aderir às unhas e posteriormente serem levados a boca.

Ao ingerir ovos do verme, eles sofrerão com todas as substâncias produzidas durante o processo de digestão, incluindo o suco gástricos e outras substâncias produzidas pelo intestino. Ao sofrer ações desses líquidos, a casca do ovo se rompe e as larvas são liberadas no intestino delgado e migrarão para o intestino grosso. O ciclo de vida do E. Vermiculares dura em média 65 dias.

Além da coceira na região anal, o parasito pode gerar outros sintomas, tais como diarreias mucopurulentas, dores abdominais, insônia, irritabilidade e, em alguns casos, uma leve anemia. Detectada essa sintomatologia, faz-se necessária a realização de exames para se confirmar o diagnóstico. Atualmente o melhor método para a detecção da doença é o método da fita adesiva, onde se pressiona uma fita gomada na região perianal e ânus e posteriormente observa-se ao microscópio.

Feito o diagnóstico, é necessário iniciar o tratamento, que é feito utilizando-se medicamentos anti-helmínticos, tais como o Albendazol e Mebendazol. Durante todo tratamento é fundamental a higiene pessoal, com troca de roupas íntimas e de cama constantemente e lavagem com água quente. Outro ponto importante é lavar sempre as mãos e cortar bens as unhas. Nesses casos, a higiene é fundamental.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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