Febre amarela

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 A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito e pode levar a óbito
A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito e pode levar a óbito

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por Helivania

24 Feb 2017

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A febre amarela é uma doença infecciosa endêmica de algumas regiões da América do Sul e da África e é causada por um vírus do gênero Flavivirus. Esse gênero pertence à família Flaviviridae, na qual se encontram vírus causadores de outras enfermidades na espécie humana, como a dengue.

Existem duas formas dessa doença: a silvestre e a urbana. Elas se diferenciam pela forma de transmissão.
 

Transmissão


A transmissão ocorre pela picada de um mosquito. Na América do Sul, ocorre da seguinte forma:

  • Urbana: O mosquito Aedes aegypti infectado transmite diretamente o vírus ao homem;

  • Silvestre: Os principais transmissores são mosquitos do gênero Haemogogus e Sabethes, principalmente a espécie H. Janthinomys. Esses mosquitos transmitem a doença principalmente a macacos, mas se o homem adentra regiões de matas, pode também ser contaminado.
     

Sintomas


A febre amarela pode ser assintomática ou apresentar os sintomas a seguir, que podem desaparecer em poucos dias:

  • febre;

  • calafrios;

  • dor de cabeça intensa;

  • dores no corpo;

  • náuseas;

  • fraqueza.

Em casos mais graves, a pessoa infectada pode apresentar:

  • febre alta;

  • lesões no fígado, ocasionando a icterícia (coloração amarelada da pele e da esclera - região branca dos olhos);

  • hemorragia (principalmente no trato gastrointestinal);

  • insuficiência de múltiplos órgãos;

  • óbito.
     

Prevenção


As formas de prevenção são o combate aos vetores (mosquitos transmissores) e a vacinação. A vacina contra a Febre Amarela está presente no calendário nacional de vacinação. A primeira dose é aplicada em bebês com nove meses de idade e uma dose de reforço é aplicada aos quatro anos de idade. Em casos de emergência, pode-se antecipar a vacinação para os seis meses. Pessoas que vivem ou vão visitar municípios que estão em áreas com surtos da doença devem ser vacinadas.

Em junho de 2016, uma nova regulamentação sobre a vacinação foi elaborada com base em diversos estudos. Ela determina que apenas as duas doses já são suficientes para a imunização do indivíduo, não sendo mais necessária a dose de reforço a cada 10 anos.

Indivíduos a partir de cinco anos de idade que nunca foram vacinados devem receber as duas doses. Se tomaram apenas uma dose, devem receber a dose de reforço.

A vacina é contraindicada para pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes e, assim como em pessoas com deficiência imunológica, o médico deve ser consultado para avaliar o quadro clínico do indivíduo caso haja extrema necessidade de vacinação.
 

Tratamento


Em casos de suspeita da doença, o médico deve ser consultado. O tratamento geralmente consiste em alívio dos sintomas e acompanhamento para verificar se a doença não evoluiu para um estágio mais grave.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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por Helivania

24 Feb 2017

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