Hanseníase

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Foto de um homem com hanseníase. Observe as lesões na pele ocasionadas pela doença*
Foto de um homem com hanseníase. Observe as lesões na pele ocasionadas pela doença*

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por Vanessa

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Por Vanessa Sardinha

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente pele e nervos, sendo que sua característica principal é o acometimento dos nervos periféricos. É uma doença que pode levar à incapacidade e deformidades, fatores que contribuem para o grande preconceito que envolve essa patologia.

A doença é causada pelo Mycobacterium leprae, também conhecido por bacilo de Hansen, e possui período de incubação médio de três anos. Esse bacilo é transmitido através de contágio direto com pessoas não tratadas. É uma doença que acomete todas as faixas etárias, entretanto é rara em crianças. Em relação ao sexo, observa-se que existem mais homens acometidos pela doença que mulheres. É importante destacar que o bacilo possui grande capacidade de infectar, entretanto a maioria das pessoas apresenta uma boa defesa contra ele.

Podemos classificar os doentes em dois grupos: paucibacilares (PB) e multibacilares (MB). Os PB são aqueles que apresentam resistência ao bacilo, apresentando pouca quantidade e, por isso, não são capazes de infectar outras pessoas. Já os MB são uma grande fonte de infecção por não serem resistentes ao bacilo. Geralmente, pacientes paucibacilares apresentam até cinco lesões na pele, enquanto multibacilares apresentam uma quantidade superior.

Os sintomas da doença incluem manifestações dermatológicas e neurológicas, sendo estas últimas as responsáveis por eventuais deformidades. As lesões na pele caracterizam-se principalmente por uma perda (anestesia) ou diminuição (hipoestesia) na sensibilidade. Elas distribuem-se por todo o corpo do paciente, ocorrendo com mais frequência na região do rosto, orelhas, nádegas, braços e pernas.

Quando a doença não é tratada, iniciam-se as manifestações nos nervos. As lesões nos nervos periféricos manifestam-se através de dor e espessamento destes, bem como pela perda de sensibilidade e de força nas áreas em que eles inervam. São essas lesões as responsáveis pelas deformidades comuns na hanseníase.

Para realização do diagnóstico, analisam-se as lesões e o espessamento do nervo, além de ser feita uma baciloscopia. As lesões são observadas a fim de se perceber alguma alteração na sensibilidade, uma vez que é uma das principais características das lesões da hanseníase. A avaliação neurológica consiste na palpação dos troncos nervosos e avaliação da força e da sensibilidade dos olhos e membros.

Na baciloscopia, observa-se a presença do bacilo em esfregaços feitos a partir das lesões ou de outros locais previamente selecionados. É importante destacar que o resultado negativo não pode ser usado como uma forma de eliminar o diagnóstico de hanseníase.

O tratamento baseia-se na administração de medicamentos, terapia conhecida como poliquimioterapia (PQT), que é diferente para cada tipo de paciente. Os doentes medicam-se diariamente e utilizam alguns medicamentos mensais. Esses remédios podem ocasionar alguns efeitos colaterais, sendo os mais comuns: urina avermelhada, escurecimento da pele e, em alguns casos, alergias. Em casos de alergia, deve-se procurar novamente o médico.

É importante destacar que essa doença é curável e, assim que o paciente inicia o tratamento, ele deixa de transmitir a doença. Além disso, o tratamento precoce evita o surgimento de incapacidades físicas.

* Crédito da imagem: Radu Razvan e Shutterstock


Por Ma. Vanessa dos Santos

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