Tuberculose

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A tosse persistente é um dos principais sintomas da tuberculose
A tosse persistente é um dos principais sintomas da tuberculose

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por Helivania

11 Jan 2017

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Dados recentes mostram que a tuberculose é a doença infectocontagiosa que mais mata em todo o mundo, superando até mesmo a AIDS. É causada por bactéria e compromete principalmente os pulmões, podendo afetar também outras regiões, como meninges, ossos e rins. A forma pulmonar é a mais frequente e é por meio dessa forma que acontece a transmissão da doença.

A tuberculose está intimamente ligada às condições de vida da população, sendo relatado um maior número de casos em regiões pobres e entre a população carcerária. Uma alimentação precária, falta de saneamento básico e abuso de tabaco e álcool são fatores que contribuem para uma maior incidência da doença. Outras enfermidades crônicas e condições que deixam o indivíduo em situação de maior vulnerabilidade também são fatores de risco para o contágio da doença.

  • Agente etiológico

A tuberculose é causada pela bactéria gram-positiva Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch.

  • Transmissão

A principal forma de transmissão é por meio da inalação de gotículas de saliva com o bacilo, que são expelidas pela pessoa contaminada, com a forma pulmonar ativa, por meio da tosse, espirro e até mesmo da fala.

  • Sintomas

O principal sintoma é a tosse persistente por três semanas ou mais. Indivíduos portadores de HIV e privados de liberdade devem ser avaliados a partir de duas semanas de tosse persistente. Essa tosse pode ser seca ou com muco. Além da tosse, pode-se apresentar febre em torno de 38,5 °C, geralmente no fim do dia, sudorese noturna e perda de peso.

A avaliação dos sintomas respiratórios é a principal estratégia para o controle da tuberculose, pois permite a identificação precoce da forma pulmonar da doença.

Em uma infecção primária, o indivíduo pode permanecer assintomático, pois o sistema imunológico destrói as bactérias ou as engloba, inativando-as. No entanto, indivíduos com o sistema imunológico fragilizado não conseguem combater a doença, o que pode levar a uma infecção pulmonar grave.

Embora indivíduos que tiveram a infecção primária desenvolvam certa imunidade à doença, alguns podem desenvolver a infecção secundária por meio de uma nova infecção ou pela liberação das bactérias que estavam isoladas nos macrófagos. Isso pode ocorrer por causa de fatores que causam uma diminuição na atuação efetiva do sistema imunológico. Uma infecção secundária pode ocasionar lesões crônicas com grande destruição do tecido pulmonar.

  • Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela avaliação dos sintomas respiratórios em exame clínico em consultório seguido de exames complementares, como radiografia do tórax, baciloscopia do escarro e prova tuberculínica.

  • Tratamento

O tratamento consiste na eliminação de todos os bacilos, anulando, assim, as fontes de infecção. Com o crescente aumento da resistência bacteriana aos fármacos existentes, são necessários constantes estudos em busca de novos tratamentos. Atualmente o principal tratamento consiste em quimioterapia.

Embora seja uma doença infectocontagiosa grave, se o tratamento for realizado corretamente, a cura pode ocorrer em praticamente todos os casos.

  • Prevenção

A principal forma de prevenção contra a tuberculose é a vacinação (BCG), que ocorre nos primeiros dias de vida. No entanto, a vacina mostrou-se eficaz contra a tuberculose em crianças e jovens, sendo questionável a sua eficácia na população adulta.

Manter hábitos de higiene, alimentação saudável, dormir bem, evitar o abuso de álcool e tabaco são formas de manter o corpo saudável e, assim, auxiliar não apenas na prevenção da tuberculose, que se desenvolve em organismo fragilizado, mas de várias outras doenças.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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11 Jan 2017

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