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Na sociedade dos cupins, existem os cupins operários, soldados, o macho e a rainha
Na sociedade dos cupins, existem os cupins operários, soldados, o macho e a rainha

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por Helivania

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Por Helivania Sardinha dos Santos

A vida em bando traz grandes benefícios para os animais, pois favorece a proteção do grupo e facilita a reprodução e a busca por alimentos. A vida em sociedade traz ainda maior benefício, pois, além de o grupo estar sempre junto, existe uma divisão do trabalho e uma cooperação entre todos os membros. Mas para que isso aconteça, é necessário que esse grupo se comunique. Essa comunicação pode ocorrer por meio da troca de estímulos e até mesmo pela secreção de substâncias consideradas mensageiros químicos, os chamados feromônios.

A sociedade é uma relação ecológica intraespecífica bastante conhecida em alguns grupos de insetos, os chamados insetos sociais, como as abelhas, formigas e cupins, embora também seja encontrada entre alguns mamíferos, como suricatos.

Sociedade das formigas

A sociedade das formigas é formada por:

  • geralmente uma rainha fértil, que tem como única função a reprodução;

  • as operárias, que são fêmeas estéreis. Elas se subdividem em soldados – operárias maiores que protegem o formigueiro – e carregadoras – operárias de tamanho mediano que cortam e carregam as folhas;

  • machos alados, que fecundam as jovens rainhas. Estas, durante o verão, deixam o formigueiro para o voo nupcial. Os machos não retornam ao formigueiro.

Cada jovem rainha fecundada perde suas asas e cava um canal no solo, onde ela coloca os primeiros ovos, que darão origem a um novo formigueiro. Algumas vezes o formigueiro pode apresentar mais de uma rainha, pois elas cavaram juntas o formigueiro. Se não houver mais rainha, o formigueiro morrerá, pois os demais indivíduos são estéreis.

Sociedade das abelhas

A sociedade das abelhas é bem semelhante à das formigas, pois apresenta:

  • geralmente uma única rainha fértil, originada de larvas alimentadas com secreção glandular de operárias, a geleia real;

  • operárias estéreis, que desempenham as seguintes funções de acordo com a sua idade: limpeza das células da colmeia; alimentação das larvas jovens; recebimento do néctar; construção de favos com ceras secretadas de seu abdômen; coleta de alimentos fora da colmeia;

  • zangões, que são os machos com a função reprodutora.

É importante saber:

⇒ As larvas de operárias e zangões são alimentadas com mel e pólen;

⇒ Os zangões originam-se do desenvolvimento de ovos que não foram fecundados, processo conhecido por partenogênese.

→ Sociedade dos cupins

A sociedade dos cupins é formada por:

  • uma rainha fértil, que, diferentemente das formigas e abelhas, permanece com o macho em uma câmara e é periodicamente fecundada por este;

  • os operários, que são fêmeas e machos estéreis que apresentam adaptações às funções que exercem: obtenção de alimento, construção e reparação do cupinzeiro e cuidado com os ovos e filhotes;

  • os soldados também são machos e fêmeas estéreis, no entanto, apresentam pernas e cabeças bastante quitinizadas e fortes mandíbulas. Sua função é proteger o cupinzeiro.

    Em determinadas épocas do ano, formas aladas de machos e fêmeas, conhecidas como aleluias ou siriris, formam grandes nuvens em um voo nupcial. O acasalamento ocorre no solo, quando eles perdem suas asas. Cada par forma uma nova sociedade. O abdome da rainha aumenta bastante de tamanho, podendo superar o tamanho do corpo. A rainha pode colocar milhares de ovos por dia.

    O casal real produz feromônios que tornam os outros membros da sociedade inférteis. Quando o casal morre, o cupinzeiro mantém-se, pois ocorre uma mudança fisiológica, em virtude da queda dos níveis de feromônios que eram produzidos pelo casal real, e outros membros da sociedade passam a reproduzir-se.

→ Sociedade em mamíferos

Entre os mamíferos, as sociedades apresentam uma grande variedade de organização. No entanto, fica bastante claro o alto grau de cooperação e união entre seus membros.

Em algumas sociedades de macacos, por exemplo, existem os indivíduos que atuam como vigias, alertando o restante do grupo sobre a presença de predadores. Em algumas espécies, essa função é tão especializada que alguns vigias apresentam gritos específicos para cada predador.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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