Pílula do dia seguinte

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A pílula do dia seguinte evita uma gravidez indesejada, mas não protege contra DSTs
A pílula do dia seguinte evita uma gravidez indesejada, mas não protege contra DSTs

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por Vanessa

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Por Vanessa Sardinha

A pílula do dia seguinte, também conhecida por método de anticoncepção de emergência, é um recurso utilizado após uma relação sexual desprotegida. Como o nome indica, é um método de emergência, não devendo ser usado regularmente. A pílula do dia seguinte deve ser utilizada apenas em situações excepcionais, em que ocorreu, por exemplo, o rompimento de um preservativo ou em casos de abuso sexual, evitando assim uma gravidez indesejada.

Como ela atua?

A pílula, geralmente composta de progesterona, deve ser usada em um período máximo de 72 horas após a relação sexual, uma vez que após esse tempo os efeitos do medicamento podem não ser os mesmos. Como esse método dependerá da fase do ciclo menstrual em que a mulher se encontra para agir, ele pode ter efeito na ovulação e também impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide e a consequente fecundação.

A pílula dificulta a fecundação, pois atua tornando o muco cervical espesso e altera o pH do útero, o que dificulta o deslocamento dos espermatozoides. Ela também atua dificultando a movimentação de espermatozoides e óvulos nas tubas uterinas e interfere na formação do endométrio.

Efeitos colaterais da pílula

Alguns efeitos colaterais já foram descritos para a pílula do dia seguinte, sendo que os principais são vômito e enjoo. Podem ocorrer, em casos mais raros, dores de cabeça, dores nas mamas e tontura, sendo que esses sintomas tendem a desaparecer ainda nas primeiras 24 horas após a ingestão. Vale lembrar que quando os vômitos ocorrem até duas horas após o uso da pílula, deve-se repetir a dose.

É comum que algumas mulheres observem sangramento alguns dias após a utilização do medicamento, entretanto, ele tende a parar em alguns dias. A menstruação também pode ser antecipada.

Vantagens e desvantagens

A grande vantagem desse método é que, ao evitar uma gravidez indesejada, diminui-se o número de abortos clandestinos e até mesmo de abandonos de bebês. Sendo assim, é extremamente necessário que toda a população seja informada acerca desse método. Entretanto, diferentemente da camisinha, a pílula do dia seguinte não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Esse é mais um motivo pelo qual não se deve usar o método de forma incontrolada, sendo recomendado apenas em casos de falhas dos demais métodos.

A pílula é uma forma de aborto?

Apesar de muitas pessoas considerarem esse método uma forma de aborto, autores afirmam que após a fecundação o medicamento perde todo o seu efeito, não causando, portanto, aborto ou problemas ao futuro bebê. É em razão dessa ideia errônea que o método não é prescrito pela maioria dos médicos, apesar de estar disponível no SUS.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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