Polidactilia

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Membro superior com polidactilia
Membro superior com polidactilia

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Por Helivania Sardinha dos Santos

A polidactilia é uma condição em que o indivíduo nasce com um dígito ou apêndice digitiforme a mais nas mãos ou nos pés em virtude de um erro de duplicação nos tecidos. Geralmente, espera-se que o alelo dominante para uma determinada característica faça com que ela se manifeste mais frequentemente dentro de uma população. No entanto, a polidactilia possui padrão autossômico dominante, mas não ocorre com tanta frequência.

Embora seja a segunda deformidade congênita mais comum, ocorre em apenas 1 a cada 3000 nascidos vivos. Um estudo mostrou que nos Estados Unidos, por exemplo, a cada 400 recém-nascidos, um apresenta polidactilia.

Existem duas formas de polidactilia:

  • Polidactilia pós-axial: o dígito extranumerário encontra-se no eixo da ulna ou da fíbula;

  • Polidactilia pré-axial: o dígito extranumerário encontra-se no eixo do rádio ou da tíbia.

No Brasil, a maioria das polidactilias são duplicações do quinto dedo da mão ou do artelho, seguidas pelas do primeiro dígito: polegar ou halux (dedão do pé). São raras as polidactilias centrais, onde ocorrem as duplicações dos outros dígitos.

Homens e mulheres são igualmente afetados. Estudos mostram que a polidactilia pós-axial (no eixo da ulna) é mais comum em crianças afro-americanas e que a polidactilia pré-axial (no eixo do rádio) é mais frequente em brancos.

Diagnóstico

O diagnóstico é simples e feito ainda na maternidade pelo pediatra. Detectada a deformidade, orienta-se o encaminhamento a um ortopedista pediátrico para a realização do tratamento. A polidactilia pode apresentar-se nos dois membros ou apenas em um. Como pode estar também relacionada a outras malformações congênitas, faz-se necessário um exame físico detalhado do paciente.

Tratamento

Para a realização do tratamento, são necessárias radiografias dos membros para identificar a quantidade de ossos presentes no dígito extranumerário. O tratamento tem como objetivo a restauração da função e da forma do membro afetado, o que é realizado de forma cirúrgica. Geralmente, é feita a simples excisão (amputação) do dígito extra. Em alguns casos, entretanto, faz-se necessária uma maior reconstrução das estruturas.


Por Ma. Helivania Sardinha dos Santos

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