Anfíbios

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Os anfíbios mais conhecidos são sapos, rãs e pererecas
Os anfíbios mais conhecidos são sapos, rãs e pererecas

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por Mariana

06 Sep 2014

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A Classe Amphibia contempla animais geralmente dotados de pele lisa, rica em glândulas, e que, apesar de não serem aquáticos, têm uma relação íntima com este ambiente.

São dotados de esqueleto ósseo. Podem apresentar quatro patas ou serem ápodes (desprovidos de tal estrutura), e cauda (que pode estar presente ou não; dependendo da ordem em que o indivíduo se encontra).

Larvas têm respiração branquial. Os adultos já apresentam os pulmões mais desenvolvidos, sendo responsáveis por parte da respiração. Graças à pele muito fina, e rica em vasos sanguíneos, os anfíbios conseguem também efetuar trocas gasosas pela pele: é a respiração cutânea.

Quanto à circulação, o sangue pobre em oxigênio chega aos pulmões, onde é oxigenado. Depois, direciona-se ao coração, sendo bombeado e transportado às mais diversas partes do corpo, também recolhendo o gás carbônico; retornando em seguida aos pulmões. Em razão da existência desses dois trajetos, ela é chamada de circulação dupla, sendo típica de vertebrados tetrápodes (com quatro patas).

Alguns são dotados de uma longa e pegajosa língua, que se projeta para fora, capturando alimentos. Isso facilita a sua dieta carnívora, dando preferência para animais invertebrados, como artrópodes, moluscos, crustáceos e vermes em geral. No entanto, para aqueles que passam por estágio larval, a nutrição é oriunda predominantemente de algas e matéria morta.

Outras estruturas ligadas à alimentação são: esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e cloaca. Esta última, tal como sabemos, também está relacionada à reprodução.

Tais animais têm dificuldade em enxergar aquilo que não está em movimento, e por esse motivo é que, em ranários, as rações costumam ser servidas em recipientes que vibram. Por outro lado, possuem a audição bem apurada. Indivíduos de Ordem Anura, ainda, possuem repertórios vocais que auxiliam na identificação daqueles de sua espécie; e que também são empregados em interações sociais, como defesa de territórios e atração de fêmeas. Tais sons, chamados vocalização, geralmente são emitidos por machos.

Os anfíbios mais conhecidos são os sapos, rãs e pererecas: os representantes da Ordem Anura. Eles não possuem cauda na fase adulta. Já os da Ordem Caudata, ou Urodela, representados pelas salamandras, apresentam corpo e cauda longa. Há também a Ordem Gymnophiona, na qual seus representantes, as cobras-cegas, não apresentam patas, e costumam viver enterradas no solo.

Anfíbios são dioicos, ou seja: não são predominantemente hermafroditas. Muitos deles são ovíparos (fecundação interna, com liberação de ovos no meio externo), embora a reprodução desses animais seja bem variável. Geralmente há ritual de corte, seja com repertórios vocais, sinais táteis ou mesmo execução de “danças nupciais”.

Após o nascimento, algumas espécies passam por estágio larval, característica daqueles indivíduos que possuem desenvolvimento indireto. A fase larval costuma ser aquática. O surgimento gradual das patas, o desenvolvimento dos pulmões e de mais um átrio no coração, o encurtamento do intestino, e o desaparecimento da cauda, linha lateral e brânquias; fazem parte do processo de metamorfose do indivíduo.

A larva dos anuros é chamada girino. Quando ele apresenta patas, mas a cauda ainda está ali, costumam ser chamados de imagos. Já as larvas das salamandras não têm nome específico, e apresentam pernas e características morfológicas bem-parecidas com os adultos. Quanto às cobras-cegas, o desenvolvimento é direto.

No Brasil, há mais de 875 espécies de anfíbios. Tal número faz com que nosso país seja um dos que possuem maior diversidade desses animais.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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por Mariana

06 Sep 2014

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