Raiva

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A vacinação dos animais domésticos é uma forma de prevenção pré-exposição
A vacinação dos animais domésticos é uma forma de prevenção pré-exposição

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por Helivania

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Por Helivania Sardinha dos Santos

A raiva é uma doença quase sempre fatal, causada por um vírus pertencente à família Rhabdoviridae e ao gênero Lyssavirus. Esse vírus ataca o sistema nervoso central, podendo disseminar-se via nervos periféricos para os rins, músculos esqueléticos, coração, entre outros órgãos. Os casos de raiva humana e animal têm decaído nos últimos anos.

Formas de transmissão

O vírus da raiva é transmitido pela saliva, secreções e principalmente pela mordida de animais domésticos infectados, como cães e gatos. Entretanto, a transmissão também pode ocorrer pela mordida de animais silvestres, como o morcego.

Sintomas

O período de incubação do vírus dura geralmente de quatro a oito semanas. Os sintomas da raiva no homem iniciam-se com mal-estar, cefaleia, náuseas, dor de garganta, aumento de temperatura, irritabilidade, entre outros. No entanto, a infecção progride de forma rápida, e podem surgir sintomas como ansiedade, espasmos musculares involuntários que evoluem para paralisia, causando, por exemplo, alterações cardiorrespiratórias. A doença evolui de forma muito rápida, e, após o aparecimento dos sintomas, o doente pode vir a óbito em até sete dias.

Nos animais domésticos, deve-se observar as mudanças que ocorrem em seu comportamento, como hábitos alimentares, dificuldade para engolir, salivação abundante e paralisia.

Profilaxia

Existem duas formas de prevenção, uma relacionada à pré-exposição e outra à pós-exposição do homem ao vírus. A prevenção pré-exposição consiste em evitar o contato do homem com o vírus. Assim, faz-se necessária a vacinação dos animais domésticos e a captura dos animais de rua e mamíferos silvestres.

A prevenção pós-exposição ocorre após o indivíduo ser mordido por qualquer animal, apresentando ou não a doença. Diante disso, devem ser tomadas as seguintes precauções:

  • Lavar o local da mordida abundantemente com água e sabão;

  • Observar o animal durante o período de 10 dias após a exposição;

  • Iniciar a profilaxia com aplicação de duas doses de vacina antirrábica, nos dias 0 e 3. Se o cachorro morrer, apresentar sinais da doença ou desaparecer, deve-se completar o ciclo de vacinação com mais três doses, uma entre os dias 7 e 10, e as demais nos dias 14 e 28;

  • Se o cachorro morrer, apresentar sinais da doença ou desaparecer, deve-se fazer a aplicação também do soro antirrábico;

  • Em casos de agressões causadas por animais silvestres, deve-se fazer a aplicação de vacina e soro.

Tratamento

Embora a cura seja remota, o tratamento consiste em intervenções de acordo com as complicações decorrentes da infecção.

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